Aberta a colheita da maçã em Santa Catarina
18 de fevereiro de 2016 às 19:39

Os produtores de maçã da região de Videira estiveram reunidos, nesta quinta-feira (18) na sede da Fischer S/A Agroindústria, em Fraiburgo, para comemorar o início da colheita e discutir as oportunidades e desafios para o setor. Santa Catarina é segundo maior estado produtor de maçã do Brasil, respondendo por 45,9% do que é produzido no país. SC conta com mais de 1,8 mil agricultores ligados ao setor que produziram 613 mil toneladas na última safra.

Sede do Grupo Fischer, empresa pioneira na introdução da maçã brasileira no mercado internacional. Foto: James Tavares/Secom

Sede do Grupo Fischer, empresa pioneira na introdução da maçã brasileira no mercado internacional. Foto: James Tavares/Secom

Durante encontro foram debatidas as questões em relação ao setor que preocupam os produtores, como a possível importação de maçãs e peras da China, o que poderia trazer grandes prejuízos para os fruticultores catarinenses. “Devido à grande quantidade produzida e aos subsídios do governo chinês, a maçã chinesa chegaria ao mercado brasileiro com um preço menor do que o custo de produção em Santa Catarina” alerta o presidente da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), Pierre Nicolas Peres.

Apoio

O ano foi de queda na safra devido ao excesso de chuva, falta de frio e geada fora de hora. O Governo do Estado tem apoiado os fruticultores investindo na subvenção de parte do prêmio do Seguro Agrícola para os produtores de maçã de Santa Catarina. Só na região de Videira foram aproximadamente R$ 474 mil investidos desde 2012 para beneficiar 226 famílias. “A maçã é um produto muito forte em Santa Catarina. Ao longo dos anos tivemos altos e baixos mas passamos a fase difícil”, afirmou o governador Raimundo Colombo, que esteve presente no encontro.

Seguro Agrícola

O Seguro Agrícola é um programa do Governo Federal que subsidia 60% do valor total do prêmio, ficando o produtor responsável pelo pagamento de 40%. O Governo do Estado beneficia esses produtores com a subvenção de metade destes 40%, limitado a 4,5 hectares por produtor. Ou seja, o agricultor paga apenas 20% do total.

Em 2013, foram incluídas ao Programa de Subvenção ao Seguro Agrícola do Governo do Estado as frutas de caroço (ameixa, nectarina e pêssego), além das culturas já atendidas (arroz, cebola, feijão, milho, soja, trigo e uva).

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