Presidente da Abit debate setor têxtil em Blumenau
2 de outubro de 2014 às 18:00

Presidente da Abit, Rafael Cervone, participou de evento co apoio do Sintex, em Blumenau. Foto: Divulgação

Presidente da Abit, Rafael Cervone, participou de evento para a indústria têxtil em Blumenau. Foto: Divulgação

Indústria têxtil, moda, consumidor, comportamento e, principalmente, inovação e internacionalização foram os temas abordados na manhã dessa quinta-feira,  dia 2, no Circuito AbitTexbrasil – competitividade e internacionalização, em Blumenau. O presidente da Abit, Rafael Cervone,  e o presidente do Sintex, Ulrich Kuhn, destacaram no seminário que o Vale do Itajaí é um dos poucos locais que ainda se encontram engenheiros e técnicos têxteis. Hoje, Santa Catarina é o segundo maior polo têxtil do Brasil.

Cervone abordou as prioridades do setor têxtil e de confecção e as perspectivas para o setor nos próximos anos, de 2015 a 2018.  A indústria têxtil gera 10% dos empregos em todo o País. “É preciso conciliar o desenvolvimento com as normas trabalhistas. Isso é importante, mas interfere na produtividade do segmento, que está em quarto lugar em pagamento de salários”, disse Cervone. Ele abordou também a complexidade e o perfil do setor.

Frederico Bernardo, da Texbrasil, falou sobre o programa de internacionalização da moda brasileira. Ele destacou o objetivo de promover a internacionalização da moda por meio de orientação e acompanhamento nas empresas.  “Compramos marcas internacionais, mas que foram produzidas no país. Precisamos acreditar mais na indústria brasileira”, argumentou Bernardo. Ele apontou que já são 13 anos de parcerias e nesse período mais de 1200 empresas passaram pelo programa.

Todas as empresas do segmento têxtil podem participar do programa independentemente do tamanho. Para isso é preciso pagar uma taxa única que varia de R$ 275,00 a R$ 660,00 para associadas à Abit e de R$ 550,00 a R$ 1.320,00 para não associadas. O valor é diferenciado de acordo com o porte da empresa.

Sobre a internacionalização da marca, o presidente do Sintex lembrou que não se deve exportar porque há excedente na produção. “Exportar é uma questão de estratégia”, afirmou.

Na programação, houve ainda espaço para falar do Santa Catarina Moda e Cultura – SCMC: Uma plataforma criativa para Santa Catarina. A ideia do SCMC, segundo Claudio Roberto Grando, é antecipar consumo e comportamento para que as indústrias possam se preparar. E, para isso, Grando disse que é preciso investir em inovação. “Com foco nesse conceito vamos poder ter moda de valor agregado”, afirmou.

O especialista contou que para colaborar com a inovação, o SCMC desenvolve vários eventos ao longo do ano, que também promovem o contato e a troca de experiência. “Não são apenas eventos, mas, sim, uma forma de agregar valor ao que é de Santa Catarina”, acrescentou, lembrando que pelo menos 25 mil pessoas foram capacitadas em nove anos de atuação do SCMC.  

Nathália Basseti, da WGSN, falou sobre as tendências no varejo. Ela, por várias vezes, falou em inovação para sustentar o consumo e as novas exigências dos clientes, que estão cada vez mais participativos na construção dos produtos.  Para isso, a WGSN faz pesquisas de consumo e comportamento do consumidor que vão nortear as formas de consumo. “Tudo isso, aliado à inovação, vai ajudar a indústria a oferecer produtos que atendem as expectativas dos clientes e aumentar a taxa de conversão”, disse.

Promovido com o apoio do Sintex – Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário, o evento foi uma realização da Texbrasil  (Programa de Internacionalização da Indústria da Moda Brasileira), Abit(Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção) e ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e contou ainda com suporte do sistema Fiesc e SCMC (Santa Catarina Moda e Cultura).

 

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